RETER-Trindade
Recuperação do Ecossistema Terrestre da ilha da Trindade visando evitar a extinção de espécies ameaçadas.
A Ilha da Trindade, localizada no extremo leste do território brasileiro, abriga espécies e ambientes únicos no mundo e é considerada um verdadeiro hotspot de biodiversidade no oceano Atlântico Sul. No entanto, a introdução de espécies exóticas invasoras e os impactos históricos da ocupação humana resultaram em sérios desequilíbrios no ecossistema terrestre da ilha, levando à perda de florestas, à alteração da paisagem por erosão intensa, bem como à extinção local de espécies de aves marinhas.
O Projeto RETER-Trindade surgiu em 2018 como uma resposta a esse cenário, com o objetivo de restaurar as condições naturais da ilha e evitar a extinção de espécies endêmicas e criticamente ameaçadas de extinção, em especial a fragata-pequena (Fregata trinitatis) e a fragata-grande (Fregata minor nicolli).
A iniciativa reúne especialistas com experiência em monitoramento de fauna marinha, recuperação de vegetação, restauração de habitats e manejo de espécies invasoras, contando ainda com o apoio da Marinha do Brasil por meio do Programa PROTRINDADE e o ICMBio.
Confira mais detalhes nos vídeos:


Equipe do LAATM instalando ninhos artificiais de Fragata. Foto – LAATM

Chegada da equipe em trindade. Foto – LAATM
PMBA
Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática da Área Ambiental I – Megafauna – Subprojeto Aves.
A barragem de Fundão, situada no município Mariana (MG), foi construída para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro. Em novembro de 2015 ocorreu o rompimento da barragem, causando severos danos socioambientais e socioeconômicos na região ao longo do Rio Doce e na área marinha adjacente à foz.
A reparação dos danos foi estabelecida em um Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), entre os governos federal e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além dos órgãos públicos e as empresas responsáveis pelo rompimento. O TTAC estabeleceu o Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática na área ambiental I – porção capixaba do rio Doce e região marinha e costeira adjacente (PMBA), inicialmente nomeado de Rede Rio Doce Mar (RRDM). O programa é executado pela FEST/UFES, além de outras Instituições Federais de Ensino Superior e Instituições de Ciência e Tecnologia, inclusive a FURG. As ações do programa englobam o monitoramento de ambientes da porção capixaba da bacia hidrográfica do rio Doce e da faixa marítima de Guarapari (ES) até Abrolhos (BA).
Desde 2018, o LAATM analisa dados pré e pós rompimento da barragem. O monitoramento é realizado nas áreas marinhas, costeiras e oceânicas próximas, potencialmente impactadas pelo rompimento da barragem, incluindo unidades de conservação da região. Os objetivos abrangem o monitoramento da distribuição espacial e uso das áreas impactadas. As aves utilizadas como modelo se reproduzem em Abrolhos (Phaethon aethereus e Sula leucogaster) e nas ilhas costeiras do Espírito Santo (Sterna hirundinacea) e utilizam a foz do Rio Doce e adjacências para alimentação e reprodução. O monitoramento avalia o tamanho populacional, o sucesso reprodutivo e a utilização de recursos alimentares pelas espécies de aves marinhas monitoradas. Também são avaliados parâmetros relacionados à diversidade genética, condições sanitárias e a contaminação das aves marinhas.
Mais informações disponíveis no link:
https://fest.org.br/projeto/programa-de-monitoramento-da-biodiversidade-ambiental-pmba/


Equipe do LAATM trabalhando na Foz do Rio Doce. Foto - LAATM

Sula leucogaster conhecida popularmente como Atobá pardo, espécie monitorada no Tema Megafauna Aves. Foto - LAATM

Phaethon aethereus, conhecida popularmente como Rabo de palha, espécie monitorada no Tema Megafauna Aves. Foto - LAATM

Sternidae, as espécies da família são conhecidas popularmente como Trinta réis, espécie monitorada no Tema Megafauna Aves. Foto - LAATM

Análises genéticas no Laboratório de Aves Aquáticas e Tartarugas Marinhas. Foto - LAATM
Programa de Monitoramento Ambiental Continuado do Porto do Rio Grande - Programa de Monitoramento e Conservação da Ornitofauna
O Porto do Rio Grande, localizado entre Rio Grande e São José do Norte, opera com licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Uma das condicionantes da licença é o Programa de Monitoramento Ambiental, que avalia macroinvertebrados bentônicos, peixes, aves e botos, além de outros aspectos.
A equipe do LAATM monitora a avifauna há mais de 10 anos, na parte inferior do estuário da Lagoa dos Patos, onde há presença de atividades portuárias. O monitoramento da avifauna residente e/ou migratória é realizado através da observação, identificação e censos de todas as espécies registradas em locais pré-estabelecidos nas margens do estuário e praias marinhas adjacentes. Outras ações contemplam o monitoramento da avifauna sinantrópica, em especial o pombo-doméstico (Columba livia) nos terminais portuários, além da coleta de espécimes encontrados mortos de interesse científico, que são depositadas na Coleção de Aves da FURG.
Recentemente, foi incorporado ao projeto o rastreamento do biguá (Nannopterum brasilianus), além de análises de isótopos estáveis e de contaminantes orgânicos e elementos traço. Assim o biguá é utilizado como bioindicador, para determinar o uso de habitat, recursos e o deslocamento entre áreas portuárias e adjacentes.

Diagrama conceitual acerca do monitoramento das aves Área do Porto Organizado do Rio Grande

Nannopterum brasilianus, conhecido popularmente como biguá. Monitorado no Programa de Monitoramento Ambiental Continuado do Porto do Rio Grande - Programa de Monitoramento e Conservação da Ornitofauna

Nannopterum brasilianus, conhecido popularmente como biguá. Com rastreador instalado

Mapa demonstrando o deslocamento dos biguás
Aves marinhas da Bacia de Campos
A Bacia de Campos constitui a principal área sedimentar de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás no Brasil. A região também é um importante habitat e rota migratória para diversas espécies de aves marinhas setentrionais e meridionais, incluindo os Procellariiformes, ordem que inclui os albatrozes e petréis.
As atividades relacionadas à exploração e produção de petróleo podem oferecer riscos substanciais à conservação das aves marinhas, que também são ameaçadas pela captura incidental, perda de habitat e a ingestão de resíduos sólidos.
Entre os anos de 2021 e 2024, o LAATM participou do Projeto Aves Marinhas da Bacia de Campos. O objetivo foi monitorar e avaliar os impactos das atividades de E&P sobre as espécies de albatrozes e petréis que ocorrem na Área Geográfica da Bacia de Campos. Para tanto, foram realizados monitoramentos através de cruzeiros e pontos-fixos, de observação em unidades marítimas (plataformas offshore), com a finalidade de identificar os impactos das atividades de exploração e produção de petróleo sobre as espécies de albatrozes e petréis na Bacia de Campos.
Projeto de Monitoramento de Pinguins-de-Magalhães por Telemetria Satelital - PMPTS
A região da Bacia de Campos é reconhecida como uma das principais áreas de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás no Brasil e também constitui uma área de ocorrência de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) durante sua migração sazonal.
Desde 2024, a equipe do Laboratório de Aves Aquáticas e Tartarugas Marinhas (LAATM) participa do Projeto de Monitoramento de Pinguins-de-magalhães por Telemetria Satelital (PMPTS), uma condicionante do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O projeto tem como objetivo instalar equipamentos de rastreamento em indivíduos reabilitados, a fim de obter dados padronizados sobre deslocamento, áreas de uso e comportamento migratório da espécie. Além disso, busca avaliar possíveis interações dos pinguins-de-Magalhães com as unidades marítimas de E&P de petróleo e gás na Bacia de Campos.


Spheniscus magellanicus, popularmente conhecido como Pinguim de Magalhães Projeto de Monitoramento de Pinguins-de-Magalhães por Telemetria Satelital - PMPTS

Spheniscus magellanicus, popularmente conhecido como Pinguim de Magalhães Projeto de Monitoramento de Pinguins-de-Magalhães por Telemetria Satelital, com geolocalizador

Spheniscus magellanicus, popularmente conhecido como Pinguim de Magalhães Projeto de Monitoramento de Pinguins-de-Magalhães por Telemetria Satelital - PMPTS



